A temporada 2009-10 pode marcar o rompimento do domínio inglês no cenário clubístico europeu. Não fosse o Manchester City, a Premier League passaria o verão como uma mera espectadora da agitação do mercado protagonizada por clubes da Espanha e da Itália. Até o início de agosto, nenhum grande jogador trocou o continente pela Inglaterra e não há indícios que alguma contratação repetirá o impacto das chegadas de Fernando Torres, Robinho, Juan Sebástian Verón e Andriy Shevchenko, entre outros. Pelo contrário, as maiores estrelas só têm olhos para os gramados espanhóis.Quando Samuel Eto’o e Lionel Messi estufaram as redes do Manchester United na última decisão de Champions League, eles dificilmente imaginaram que aqueles gols significariam mais do que garantir o título da competição e uma histórica Tripleta. Mas este foi o primeiro, e mais significativo, passo para a troca de poder. O Barcelona mostrava ao mundo um futebol apaixonante: ofensivo e altamente competitivo. Quem não ficaria desejaria jogar ou enfrentar a equipe de Guardiola? O segundo fator fica por conta da chegada de Florentino Pérez à presidência do Real Madrid.
Na Inglaterra, os salários são astronômicos, os estádios são melhores e a imprensa é menos intrusiva. Porém, além do frio, há uma importante desvantagem: o governo britânico cobra 50% de impostos sobre os salários dos jogadores estrangeiros. Na Espanha, a taxação é de 24%. Além disso, o estilo do futebol espanhol é mais técnico, menos desgastante, algo nada desprezível para atletas que sonham em participar da Copa de 2010.
As luzes dos holofotes estarão sobre o Campeonato Espanhol, mas os clubes ingleses ainda devem incomodar muito na Champions League. A disputa pelo hegemonia promete.
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