sábado, 8 de agosto de 2009

A leitura de uma tragédia



Fiquei chocado com o falecimento do zagueiro Daniel Jarque, 26 anos, jogador do Espanyol de Barcelona. O atleta espanhol estava com a equipe em pré-temporada na Itália e sofreu parada cardíaca no quarto do hotel. Não conseguiu ser salvo pelos médicos que o atenderam rapidamente. Talvez o ainda mais triste: sua esposa, grávida de 8 meses, falava ao telefone no momento da parada; foi ela que avisou o amigo e companheiro de quarto Coro, para que tomasse as providências de ajudá-lo.

Não é o primeiro e não será o último caso de atleta que falece inaceitavelmente cedo por problemas cardíacos. Os veículos de comunicação irão relembrar os casos mais célebres de Serginho e Marc-Vivien Foé. O que me intriga é a aparente pouca preocupação de prevenir a ocorrência de novos casos. Não estaria o esporte preferido do mundo exigindo demais da capacidade física do homem? Não seria melhor que o futebol voltasse a ser lento como em 70, mais seguro? Talvez um meio termo? Gostaria de ouvir médicos e fisicultores sobre o caso. Mas não os mesmos de sempre, que falam muito e nos elucidam pouco.

5 comentários:

  1. Sou da opinião que o jogador está no limite da exigência que seu corpo pode suportar; eles tem que correr feito loucos, se mandar pro ataque, voltar à mil, tres ou quatro caras cercando o adversário, essas coisas; outro problema é a maratona de jogos à que são submetidos os clubes; um exemplo disso é a recente viagem do Inter ao Japão; no futebol europeu, mais organizado, esse problema é em menor escala.
    EDSN RABAIOLI

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  2. Eu acho que ser atleta não é para qualquer um.
    Devem ser feitos exames muito mais rigorosos para determinar a aptidão (ou não) de alguém a ser um atleta de ponta.
    Creio que futuramente até o DNA terá um importante papel nesta investigação. Hoje, e isso não volta atrás - ao contrário -, não basta saber jogar bola. Tem que ser atleta.
    Lembram do Garrincha? Hoje alguém como ele não vinga. É uma pena? Sem dúvidas. Mas é a realidade.

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  3. Concordo com ambos. Minha maior curiosidade no entanto é sobre os limites. Acho que estão exagerando na preparação física, além da capacidade humana. Nem todos podem ser super-atletas, cada pessoa tem suas características.

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  4. Eu acho, que os problemas cardiacos não aparecem do dia pra noite, então os exames deviam ser mais frequentes para evitar essas coisas, no caso dele se tivesse havido um socorro mais rapido poderiam até ter salvo ele, mas não ele estava sozinho no quarto o que contribuiu para o obito.

    É uma pena ve um jogador que realiza um sonho, e venha a falecer aos 26 anos, muito triste mesmo.
    Quanto a exigencia fisica, hoje sem duvida o futebol exige de mais de um atleta, além de muito mais rapido esta mais forte e violento, inevitavelmente acaba exigindo uma melhor e mais rigorosa preparação fisica, por isso os exames devem se torno mais rigorosos e frequentes.

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  5. JOGADOR DE FUTEBOL NÃO É ATLETA ou pelo menos não deveria ser.
    Carl Lewis era um atleta. Escolheu isso pra vida dele. Queria ser o homem mais rápido do mundo. Ótimo pra ele.
    Pra mim, particularmente não me fala à alma.
    Futebol não é atletismo, é arte.
    Jogador de futebol é artista!
    Gérson, nosso canhotinha de ouro, algum dia foi atleta?
    Não!!!
    Fumava seu cigarrinho nos intervalos dos jogos na Copa de 70.
    Mas que lançamento no peito do rei, golaço!
    Que chute de fora da área, golaço!
    Ele gostava de fumar um cigarrinho, beber seu chope com amigos, gostava de ir à praia, gostava das mulheres bonitas e....GOSTAVA DE JOGAR BOLA.
    Como deve ter sido bom ver o Gérson jogar...
    Esse é o ponto.
    Futebol não é pra atleta. É pra bon vivant.
    O bom futebol nasce no grupo de amigos, na vida boa, na alegria, num gol de pelada.
    E é assassinado pelo dinheiro no bolso de pessoas que não fazem a mínima idéia da alegria contida num gol de pelada.
    Ah um gol de pelada....
    ..quanta vida contida ali
    Ah atletas do futebol....
    ..quanta morte ainda por vir...

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