Essa foi uma das promessas de Michel Platini ao assumir a presidência da Confederação Européia. Na opinião dele, os campeões de países menores mereciam estar na fase quente da Liga dos Campeões tanto quanto os terceiros e quartos colocados das maiores ligas. Em resumo, uma espécie de retorno às origens, da época em que Platini jogava. Também neste espírito, ele criou a Liga Europa, nada mais do que a Copa da UEFA com nome e marca diferentes e o mesmo regulamento da Champions League.
Curioso sobre o sorteio foi o critério para divisão dos potes, para o direcionamento do sorteio. Desempenho nas competições européias nos últimos anos, desconsiderando o desempenho em seus países. Ora, a ideia não era valorizar os campeões?
A eleição na UEFA se dá da mesma maneira que aqui na Conmebol, cada federação tem um voto. Então não faz diferença agradar aos países que conseguem ter 3 ou 4 representantes. O fundamental é angariar o apoio dos outros. Tudo pela manutenção no poder. Debrecen, APOEL, Unirea poderiam ser chamados de Sarney, Calheiros e Collor.
Ser campeão alemão vale o pote 4, francês o pote 3 e campeão italiano o pote 2. Resultado? Coisas inexplicáveis como Sevilla cabeça-de-chave e super grupos como A, C e F. (ver gráfico abaixo) Teremos grandes jogos na primeira fase, mas provavelmente nas oitavas-de-final teremos que agüentar times que não mereceriam ali estar.

Populismo barato só serve pra manter no cargo maior quem não tem competência para permanecer por seus feitos e méritos. Chame-se Lula, chame-se Platini.
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